Com o início do período úmido e a estabilização dos reservatórios, a mudança alivia os custos da energia no último trimestre do ano.
A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL confirmou que o mês de outubro terá bandeira tarifária verde, encerrando a sequência de bandeira amarela e eliminando a cobrança de custo adicional na conta de energia elétrica. A decisão foi divulgada pela agência na sexta-feira (25/9) e passa a valer a partir de 1º de outubro.
A bandeira amarela vinha sendo acionada desde maio, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, em razão de condições menos favoráveis de geração e da necessidade de utilização de fontes com custo mais elevado.
Segundo a ANEEL, a adoção da bandeira verde foi possível devido à transição entre os períodos seco e úmido, com aumento das precipitações nas regiões Sul e Sudeste. O volume de chuvas contribuiu para a estabilização dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, reduzindo a necessidade de despacho de usinas termelétricas, que possuem custo de geração mais elevado.
Com a menor dependência das térmicas, o sistema elétrico passa a operar sem a necessidade de repasse de custos adicionais aos consumidores, resultando em um cenário mais confortável para o encerramento de 2026. O mecanismo das bandeiras tarifárias, criado em 2015, tem justamente o objetivo de sinalizar o custo real da geração de energia, considerando fatores como disponibilidade hídrica, acionamento de fontes térmicas e participação das fontes renováveis.
Embora consumidores do Ambiente de Contratação Livre – ACL não sejam impactados diretamente pela aplicação das bandeiras tarifárias, a sinalização de bandeira verde indica um cenário de curto prazo menos pressionado do ponto de vista da geração, reforçando a importância do acompanhamento das condições hidrológicas e dos sinais operativos do sistema ao longo do período úmido.