Alta quase dobra previsão de março, que era de 3,5%.
Nesta segunda-feira (11/08), a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL divulgou a atualização da projeção do efeito médio tarifário para 2025, que passou de 3,5%, estimado em março, para 6,3%, superando as projeções de inflação para o ano (IPCA de 5,1% e IGP-M de 1,3%).
O aumento foi principalmente provocado pelo orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE, aprovado em julho no montante de R$ 49,2 bilhões — R$ 8,6 bilhões acima da estimativa anterior — impulsionado por subsídios à micro e minigeração distribuída, a fontes incentivadas, à tarifa social e à Conta de Consumo de Combustíveis.
Apesar de o cálculo oficial considerar apenas o mercado cativo, os consumidores do Ambiente de Contratação Livre – ACL também serão afetados, pois encargos como a CDE-Uso e a CDE-GD são distribuídos proporcionalmente entre todos os usuários do sistema elétrico. No ACL, a intensidade desse impacto variará conforme o perfil de consumo e as condições contratuais, mas tende a ser semelhante à observada no mercado cativo.
Além do aumento nos encargos setoriais (+1,2% para CDE-Uso e +1,3% para CDE-GD), a devolução do PIS/COFINS foi inferior à prevista. Houve também influência de custos de compra de energia, como variação cambial para Itaipu, e ajustes na Parcela B das distribuidoras em revisão tarifária. Para consumidores livres, o cenário reforça a necessidade de acompanhar a evolução dos encargos e revisar projeções orçamentárias para 2025. Apesar da flexibilidade contratual do ACL, encargos como a CDE representam custos fixos que não podem ser evitados e devem ser incorporados nas estratégias de contratação e gestão de risco.