Reservatórios estáveis, mas ENA recua e reforça alerta para subsistemas

Sem chuvas nas principais bacias, apenas o Sul mantém folga. Sudeste, Nordeste e Norte seguem com tendência de esvaziamento.


O Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS divulgou o Programa Mensal de Operação – PMO da semana operativa de 05 de julho a 11 de julho. O Sul mantém destaque positivo, iniciando o período com 88,9% e previsão de leve alta para 89,3% ao final de julho. O Sudeste/Centro-Oeste apresenta queda gradual, partindo de 66,2% para uma projeção de 64,6%. No Nordeste, a situação é similar: de 68,5% para 65,2%. Já o Norte segue operando com tranquilidade, mas com discreta redução — de 96,6% para 95,9%.

Previsão de níveis de armazenamento para jul/2025 (%)

Fonte: ONS

A expectativa de Energia Natural Afluente – ENA mostra tendência de recessão na maioria dos subsistemas. A previsão semanal indica 89% da MLT para o Sudeste/CO, 120% para o Sul, 41% no Nordeste e 71% no Norte. Mesmo com o Sul ainda acima da média, a forte queda em relação à semana anterior sinaliza a volatilidade do regime de chuvas na região. Nos demais subsistemas, a baixa afluência reforça o risco de redução de armazenamento ao longo do mês.

Previsão Semanal de Energia Natural Afluente – ENA de 05/07/25 a 11/07/25

Fonte: ONS

Previsão Mensal de Energia Natural Afluente – ENA para jul/2025

Fonte: ONS

A previsão climática para esta semana não apresenta previsão de precipitações significativas nas bacias hidrográficas do SIN para a semana atual. A ausência de chuvas atinge inclusive bacias estratégicas como Paranaíba, Grande, Tocantins e São Francisco. No Sul, o ciclo de instabilidades observado anteriormente deu lugar a um cenário mais seco, afetando diretamente as afluências. No Nordeste, as condições permanecem desfavoráveis, e no Norte, a operação segue com foco no atendimento à carga, especialmente em Tucuruí e no sistema Tocantins.

Previsão de precipitação de 05/07/2025 a 11/07/2025

Fonte: ONS


A semana reforça um alerta já presente: a estabilidade aparente nos subsistemas esconde um risco crescente diante da ausência de chuvas relevantes. O Sul segue como exceção momentânea, mas a tendência de queda na ENA exige cautela. Com o avanço do inverno e o esgotamento das contribuições naturais, o sistema nacional depende da gestão eficiente dos recursos hídricos e da moderação nos despachos hidráulicos para evitar pressões adicionais nos próximos meses.

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Autor: Eduardo Rodrigues

Eduardo Rodrigues

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